As máscaras que tenho guardadas no armário, eu ainda as uso de vez em quando. Mas já não mais com a mesma frequência de outrora. Não agora. Não mais. Mas ainda as mantenho guardadas, para ocasiões especiais, para alguns dias, para algumas pessoas.
Hoje já me sinto a vontade com quem sou, com meus gostos, com minhas escolhas. Já me sinto segura das mudanças que carrego comigo, das incertezas que existem em mim. Já me sinto segura o bastante pra saber que mudar não é sinal de fraqueza, mas sim de crescimento.
Só o que está morto não muda. E não, não estou morta. Já estive assim, já estivesse nesse estado de morte. E não pretendo voltar pra lá. Hoje me sito feliz e completa, simplesmente por ser quem eu sou. Louca, desvairada, apaixonada e apaixonante. Sou viva, estou viva. Isso basta.
Então as máscaras? Essa eu ainda tiro vez ou outra do armário para lembrar das muitas que fui. Para lembrar de onde já estive, e de para onde não quero voltar. E ainda uma ou outra vez visto uma delas, pra me lembrar de como era ser outra. Mas não gosto mais da sensação, então volto a guardá-las, todas no fundo no armário. Todas as máscaras que tenho, todas as “Eu” que já fui.
Escrever me desarma...me tira do meio da fúria dos dias...me esvazia de mim mesma. É essa a função desse blog, guardar o que tiro de mim.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
As máscaras
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