terça-feira, 5 de novembro de 2013

As máscaras


As máscaras que tenho guardadas no armário, eu ainda as uso de vez em quando. Mas já não mais com a mesma frequência de outrora. Não agora. Não mais. Mas ainda as mantenho guardadas, para ocasiões especiais, para alguns dias, para algumas pessoas.
Hoje já me sinto a vontade com quem sou, com meus gostos, com minhas escolhas. Já me sinto segura das mudanças que carrego comigo, das incertezas que existem em mim. Já me sinto segura o bastante pra saber que mudar não é sinal de fraqueza, mas sim de crescimento.
Só o que está morto não muda. E não, não estou morta. Já estive assim, já estivesse nesse estado de morte. E não pretendo voltar pra lá. Hoje me sito feliz e completa, simplesmente por ser quem eu sou. Louca, desvairada, apaixonada e apaixonante. Sou viva, estou viva. Isso basta.
Então as máscaras? Essa eu ainda tiro vez ou outra do armário para lembrar das muitas que fui. Para lembrar de onde já estive, e de para onde não quero voltar. E ainda uma ou outra vez visto uma delas, pra me lembrar de como era ser outra. Mas não gosto mais da sensação, então volto a guardá-las, todas no fundo no armário. Todas as máscaras que tenho, todas as “Eu” que já fui.

domingo, 3 de novembro de 2013

Não era

Usando máscaras, fazendo tipo
Me escondendo atrás de fogos de artifício
Falando muito e não dizendo nada
Eu me sinto a beira de um precipício

E vou pular
Só pra ver o que tem lá
Eu vou voar
Pelo tempo em que durar
E juro que nem vou parar
para pensar
Porque...

Houve um tempo em que eu não era nada do que sou
Houve um tempo em que eu não era, mas esse tempo já passou.

Me leva daqui...

No meio da escuridão
Sozinha na solidão
Esperando você
Me salvar.
Querendo sempre mais
Buscando a tua paz
Esperando você
Me salvar.
Um dia eu sonhei, vi você chegar
Em lentos passos se aproximar.
E vi no teu olhar, azul da cor do mar,
Que do seu lado é o meu lugar.
Então venha me buscar
Venha me salvar
Me salvar de mim.
Segura a minha mão
Me mostra a direção
E me leva daqui.

De volta!

Como passei muito tempo sem postar nenhum texto, com certeza os próximos dias serão de uma enxurrada de palavras nesse singelo espaço, no qual me dou o direito de falar de tudo o que eu bem entendo. Tenho um número imenso de textos e histórias guardadas, então conforme minha disponibilidade e/ou vontade vou colocando-os aqui.
Vai parecer tudo meio louco e misturado, mas é assim mesmo que sou. Então tudo bem. Também não tenho a pretensão de me tornar uma célebre escritora, então me perdoem se os textos não forem os melhores que já leram em suas vidas. Mas são os melhores que já escrevi rsrsrs.
Sempre gostei de escrever. Um modo seguro de me livrar de tudo o que me faz mal. Não fosse isso, acho que eu já teria me tornado uma serial killer. Então, já que matar ainda é crime, vou continuar escrevendo.
É isso. Apreciem com moderação, e comentem sempre que quiserem. O fato de eu não pedir a opinião de ninguém não impede que você deixe a sua rsrsrs.

Olhos novos!!!


Saí de casa com olhos novos, e nossa!!! Como existem coisas interessantes pra se ver. O sorriso ingênuo do primeiro amor, o brilho sincero nos olhos daqueles amigos da vida toda. O mexer no cabelo da menina que disfarça a timidez. Vi meu próprio reflexo na janela quando passei, e me achei tão bonita hoje.
Meus olhos novos viram o dia passando tão mais lentamente que de costume. Eles não se ativeram a passagem das horas nem ao tic-tac dos relógios. Eles mediram o tempo pelos acontecimentos, pelos fatos, pelas relações que puderam presenciar. Amizades nascendo, amores eternos acabando. Lágrimas brotando e sorrisos morrendo. Sentimentos e suas mais variadas expressões.
Meus olhos novos viram um mundo novo nascer. Não outro, o mesmo. Só que diferente. Melhor e mais bonito. Com mais verdade, mais intensidade. Com mais horizontes, mais paisagens, mais beleza. Não foi o mundo que mudou. São meus olhos novos. São eles que tornaram tudo tão diferente. Já decidi. Não desvisto mais meus olhos novos.

Eu

Sou eu mesma, nada além disso. Sou intensa, sou verdadeira, sou ‘pra cima’. Se gosto não tenho o menor problema de assumir, e se não gosto, não faço o menor esforço pra fingir. Sou capaz de ir muito mais longe do que qualquer um pensa, mas às vezes sinto tanto medo que nem consigo me mexer. Sabe, eu sou de carne e osso, sou de verdade. Eu sorrio, choro, sinto dores profundas. Mesmo que na maioria do tempo eu esteja sorrindo, somente eu sei o que se passa dentro de mim. E se não sou perfeita, aprendi a não esperar perfeição de ninguém. Tudo o que espero é sinceridade.
Me preocupo com aqueles de quem gosto, e me sinto profundamente triste e magoada quando alguém que considero muito não tem a mesma preocupação comigo. Mas acho que isso é normal, todos devem se sentir assim vez ou outra. Mas as decepções não me mataram, só me ensinaram a ser forte. Mas não tão forte a ponto de não precisar de alguém.
Acho que isso também é normal, no fundo, todos procuram alguém pra chamar de seu. Alguém com quem contar em todas as horas, nas boas e nas ruins...pra sorrir junto numa tarde de bobeira, mas também pra ouvir nossas angústias e nos dar colo quando o dia não foi bom.
E ninguém é um só...todos nós somos várias pessoas dentro de nós mesmos. Eu as vezes tenho até dificuldade pra saber qual de mim sou. Mas algumas coisas não mudam, nem quando eu mudo. Sou carente, mesmo quando tento não parecer. Sou frágil, mesmo escondendo minha dor. Sou romântica, mesmo não deixando isso aparecer pra qualquer um.
Eu sou eu mesma. Mas poucos vão ser capazes de conhecer quem de verdade eu sou.

domingo, 28 de abril de 2013

O mundo dá voltas

            Nesse exato momento eu queria estar a alguns quilômetros daqui, mas estou em casa escrevendo isso aqui. E estou com tanta raiva, e com raiva de tantas pessoas, que acho que é melhor mesmo eu me manter dentro do meu quarto, pelo menos assim não corro o risco de matar alguém.
            E isso que está acontecendo esta noite está diretamente ligado às constatações do texto anterior, constatações que me assustaram bastante no princípio, mas que já consegui assimilar e entender dentro de mim. Não posso mudar a maneira com que os outros pensam e agem, mas posso mudar meu comportamento, posso mudar minha maneira de reagir à essas pessoas que tem me feito sentir tão mal.
            Se não me fazem bem, essas pessoas são absolutamente dispensáveis. Se são dispensáveis, não tenho por que continuar gastando minha energia e investindo meu tempo nesses seres egoístas e mesquinhos. Exatamente isso que vou fazer, vou poupar a mim mesma, e selecionar mais para quem me mostrar de verdade.
            Isso não vai resolver todos os meus problemas. Ainda terei noites como a de hoje, querendo algo que não posso alcançar. Mas ao menos não terei mais essa sensação ruim, de descaso e desvalor. Q quem sabe um dia as coisas não mudam...Afinal, o mundo da voltas.