Fazer o que, se acabei descobrindo que as pessoas que mais deveriam se importar comigo e querer me ajudar tornaram-se tão frias e egoístas a ponto de não serem mais capazes de olhar para o lado e perceber a angústia alheia? O que eu posso fazer se da maneira mais cruel acabei percebendo que meu valor acaba no exato momento em que me torno desnecessária? Se entendi que só sou lembrada de fato quando necessitam de mim e dos meus conhecimentos para algo?
Também já não tenho mais muita vontade de pensar nem de fazer nada grande. Nem pequeno. Não tenho mais o menor entusiasmo para tentar mudar as coisas, para apontar o que está sendo feito de errado, e isso tudo por uma razão bastante simples até. Nada é visto, e quando é visto, as pessoas que deveriam ficar felizes por eu estar sendo reconhecida se apropriam das minhas ideias e atitudes para si.
Confesso que fiquei muito decepcionada com essas constatações, mas acho que talvez eu tenha demorado muito para entender que a vida é assim. Mas agora que aprendi, também comecei a mudar a maneira com que faço algumas coisas. Aprendi que, as vezes, passar por cima de alguém que lhe é autoridade é a única maneira de não ser constantemente pisado, humilhado e roubado. E tenho feito isso algumas vezes.
Estou num daqueles momentos em que repensamos toda a nossa vida. Estou calculando prós e contras, somando riscos e benefícios, e planejando meus próximos passos. Aprendi uma coisa muito interessante nos últimos dias. As melhores ideias nós temos nos momentos de maior ódio. Mas as decisões mais acertadas são as que tomamos depois que o sangue esfriou dentro das veias.
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