domingo, 28 de abril de 2013

O mundo dá voltas

            Nesse exato momento eu queria estar a alguns quilômetros daqui, mas estou em casa escrevendo isso aqui. E estou com tanta raiva, e com raiva de tantas pessoas, que acho que é melhor mesmo eu me manter dentro do meu quarto, pelo menos assim não corro o risco de matar alguém.
            E isso que está acontecendo esta noite está diretamente ligado às constatações do texto anterior, constatações que me assustaram bastante no princípio, mas que já consegui assimilar e entender dentro de mim. Não posso mudar a maneira com que os outros pensam e agem, mas posso mudar meu comportamento, posso mudar minha maneira de reagir à essas pessoas que tem me feito sentir tão mal.
            Se não me fazem bem, essas pessoas são absolutamente dispensáveis. Se são dispensáveis, não tenho por que continuar gastando minha energia e investindo meu tempo nesses seres egoístas e mesquinhos. Exatamente isso que vou fazer, vou poupar a mim mesma, e selecionar mais para quem me mostrar de verdade.
            Isso não vai resolver todos os meus problemas. Ainda terei noites como a de hoje, querendo algo que não posso alcançar. Mas ao menos não terei mais essa sensação ruim, de descaso e desvalor. Q quem sabe um dia as coisas não mudam...Afinal, o mundo da voltas.

sábado, 27 de abril de 2013

Constatações

Fazer o que, se acabei descobrindo que as pessoas que mais deveriam se importar comigo e querer me ajudar tornaram-se tão frias e egoístas a ponto de não serem mais capazes de olhar para o lado e perceber a angústia alheia? O que eu posso fazer se da maneira mais cruel acabei percebendo que meu valor acaba no exato momento em que me torno desnecessária? Se entendi que só sou lembrada de fato quando necessitam de mim e dos meus conhecimentos para algo?
Também já não tenho mais muita vontade de pensar nem de fazer nada grande. Nem pequeno. Não tenho mais o menor entusiasmo para tentar mudar as coisas, para apontar o que está sendo feito de errado, e isso tudo por uma razão bastante simples até. Nada é visto, e quando é visto, as pessoas que deveriam ficar felizes por eu estar sendo reconhecida se apropriam das minhas ideias e atitudes para si.
Confesso que fiquei muito decepcionada com essas constatações, mas acho que talvez eu tenha demorado muito para entender que a vida é assim. Mas agora que aprendi, também comecei a mudar a maneira com que faço algumas coisas. Aprendi que, as vezes, passar por cima de alguém que lhe é autoridade é a única maneira de não ser constantemente pisado, humilhado e roubado. E tenho feito isso algumas vezes.
            Estou num daqueles momentos em que repensamos toda a nossa vida. Estou calculando prós e contras, somando riscos e benefícios, e planejando meus próximos passos. Aprendi uma coisa muito interessante nos últimos dias. As melhores ideias nós temos nos momentos de maior ódio. Mas as decisões mais acertadas são as que tomamos depois que o sangue esfriou dentro das veias.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Quarta-feira!

         Quarta-feira....dia do sofá, ou do sofá-cama como disse hoje um amigo meu. Ah, sei lá, já faz tanto tempo que não tenho nenhum tipo de relacionamento que nem sei mais como é o dia do sofá. Mas não sinta 'dó' de mim não....rsrsrs. Se estou a algum tempo ( muito tempo) sozinha, é por livre opção.
          Em algum momento da vida percebi que é melhor estar sozinha do que cercada de pessoas que não conheço, e que não me conhecem também. Aprendi a apreciar a boa companhia de poucos e bons amigos, do que o abraço falso e sem sentimento de um cara qualquer.
          Acabei entendendo que eu preciso ser 'eu' mesma sempre, e que preciso encontrar pessoas que estejam dispostas a entender e aceitar esse meu jeito de ser. Eu não preciso mudar o que sou pra me aproximar de ninguém. Preciso é ser exatamente o que sou, assim só as pessoas que realmente valem a pena vão se aproximar de mim.
          Não é fácil. As vezes dá um certo desespero, uma sensação engraçada de vazio e solidão. Mas quer saber? Isso passa, e logo percebo que sou uma das pessoas mais felizes que conheço. Não faço de conta, sou o que sou e pronto. Não gasto meu tempo tentando agradar ninguém.
          E acho que é por isso que minhas quartas-feiras vão continuar vazias por algum tempo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sou Normal???

Depois de alguns dias incomunicável (não, eu não estava presa nem em cativeiro, estava sem internet), finalmente retorno à esse espaço que estou adorando. E com tanto tempo que tive sem ter nenhum perfil pra fuçar nem alguma página qualquer pra vasculhar, tenho a mente borbulhando de ideias e pensamentos dos mais variados temas.
Mas Deus me livre de falar de tudo o que está passando na minha cabeça, por que eu iria deixar tontos aqueles que tentassem ler e entender meus pensamentos. Por que algumas vezes nem eu mesma consigo compreender como funciona essa dinâmica que acontece dentro desse espaço tão pequeno que meu cérebro ocupa.
Mas, entre tantas coisas que aconteceram e nos últimos dias e que não pude compartilhar aqui, uma se faz muito necessária que eu conte. Descobri algo muitíssimo importante sobre mim mesma, e isso me deixou até mesmo um tanto quanto aliviada.
Mecanismos de Defesa-Fantasias. Descobri que sou normal, rsrsrs. Muito louco isso, mas percebi que montar na minha cabeça pequenas novelinhas, com uma riqueza incrível de detalhes, é tão normal quanto sonhar. Claro que, desde que a gente não queira colocar em prática essas ideias.
Então não vou mais ficar apavorada quando de repente eu olhar pro nada e começar a me imaginar assassinando alguém, picando seu corpo e escondendo  cada pedaço em um canto diferente da cidade. Nem quando eu imaginar uma noite bem interessante com aquele cara que está comprometido com uma amiga minha.
Ufa. Tão bom perceber que isso pode mesmo ser normal!!!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Opiniões

          Nessas conversas que de repente acontecem acabam surgindo as melhores frases e pensamentos que podíamos dizer. A dessa noite me fez pensar em muitas coisas, e perceber que definitivamente estou no caminho certo, que sou exatamente a pessoa que eu deveria ser.
          "Não vivo da opinião dos outros." Nem lembro ao certo o porque disse isso. Mais tarde vou ver se pergunto pro meu amigo a razão dessas palavras. Mas o fato é que isso é verdade, eu realmente nunca me importei com o que os outros pensam ou falam. Sou eu, e ser como sou me basta para ser extremamente feliz.
          Na minha opinião nada pode ser tão deprimente do que passar a vida tentando agradar aos outros, e muito cedo descobri que isso nunca funciona. Se sendo você mesmo você não é capaz de agradar a todos, por que sendo uma pessoa que você não é isso seria possível? Pois é, isso não é possível, e nessa tentativa louca de agradar você vai se perdendo, vai se deixando pra trás.
          Até que num belo dia de domingo você acorda pela manhã, se olha no espelho e pergunta: "Quem sou eu?" E a resposta vem vazia. E vem assim por que depois de passar tanto tempo se escondendo atrás de máscaras você já não é mais capaz de se reconhecer. Você admira uma imagem e não consegue reconhecer nada de seu naquela imagem.
          "Olho num espelho que não tem reflexo
           E me invade um medo de que tudo esteja certo
           Talvez eu não exista, quem sabe já morri
           Por que já não me inpira tudo o que eu vivi."

Segunda UHU...

          Segundas-feiras são geralmente chatas, monótonas e sem graça, sendo considerado o pior dia da semana pela maioria das pessoas. eu também via assim até bem pouco tempo atrás, mas agora...agora segunda é O DIA.
          Bem estranho isso, mas passo o final de semana esperando a hora da segunda chegar, pra rever meus amigos e colegas da faculdade, principalmente aquele que tem me feito companhia para beber nessas noites de segunda.
          As vezes me preocupo um pouco por estar bebendo com certa frequencia, já que tive grandes problemas de alcoolismo na família. Mas daí percebo que o que me 'puxa' não é a bebida, e sim a companhia que me era tão rara, e que tanto me fazia falta.
          Talvez esteja errada em me contentar com essas companhias que só vieram a partir do momento em que comecei a agir de maneira diferente, mas esse diferente não quer dizer que eu não esteja agindo como eu mesma. Acho que voltei a ser eu, acho que perdi um pouco do excesso de seriedade que eu vinha carregando comigo.
           Reaprendi a rir da vida e dos problemas, e achar graça das coisas ao invés de me enfurecer com qualquer situação. Hoje me sinto mais leve, mais feliz até mesmo. E hoje é segunda. Hoje é o dia. Segunda UHU!!!

domingo, 14 de abril de 2013

Mundo de um sexo só...

Acabei de assistir o primeiro episódio de Mundo sem Mulheres no fantástico, e achei a ideia super interessante. Mas me peguei pensando no seguinte: quantas mulheres existem por aí vivendo num mundo sem homens? E nunca vi isso virar quadro de programa de televisão.
Na minha casa mesmo, somos três mulheres hoje, e nos viramos muito bem. Aprendi a fazer um monte de coisas que talvez eu jamais fosse aprender se eu tivesse crescido na companhia de um pai.
Claro que não se eu pensar no meu pai biológico, naquele que fez a doação de material genético para que eu pudesse ser gerada. Por que minha vida na companhia dele teria sido muito mais difícil, eu acho pelo menos.
Mas tá. Sem um homem em casa aprendi a me virar, então sei fazer uma ligação elétrica simples, sei trocar uma fechadura sem grandes problemas e sei fazer um reparo simples em qualquer ligação de água. Quantas mulheres vocês conhecem que sabem fazer esse tipo de coisa?
Tava aqui lembrando de uma vez em que fizemos algumas reformas em casa. Nessas reformas a sala de televisão mudou de lugar, e foi preciso puxar de volta os fios de antena. Aí eu subi no telhado, soltei as folhas de brasilit para poder tirar os fios. Soltei outra folha para recolocar os fios e ainda tive que subir no forro para colocá-los de volta ao ambiente interno da casa. Foi uma aventura, mas consegui.
Então me pergunto: se aprendi a me virar, se aprendi uma porção de coisas que me tornaram independentes, o que faz ser tão extraordinário um homem ficar sozinho em casa para cuidar dos filhos e das atividades domésticas? Acho eu que nada.